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ArtigosMarketing jurídico

A angústia da IA: por que você não precisa entrar em pânico (ainda)

19/08/2025Por Gabriel Attuy

Hoje, se três pessoas se juntam para conversar, cinco minutos depois o assunto vira inteligência artificial. Não importa com o que começaram a falar. E com essa conversa vem aquela pergunta que não quer calar: “quanto tempo eu duro nesse emprego?”

Recentemente, falei sobre isso para mais de 200 executivos jurídicos. Não trouxe soluções milagrosas nem prometi revolucionar departamentos. Trouxe algo mais valioso: uma reflexão sobre o mundo em que estamos nos enfiando sem perceber.

Tom Cruise contra as máquinas: o entretenimento que programa nossos medos

Fui assistir Missão Impossível com meu filho no fim de semana. Tom Cruise salvando o mundo de quê? Uma IA que quer nos dominar. Curiosamente, meu filho não saiu do cinema apavorado – quem ficou pensativo fui eu.

A British Telecom anunciou demissões, como sempre fez regularmente. Mas agora a mídia transformou isso no “massacre da IA nos empregos da Inglaterra”. O assunto não era mais uma demissão comum, era o apocalipse tecnológico.

Todo mundo aqui, com honestidade, já se perguntou: “quanto tempo eu duro nesse emprego?” Fico pensativo quando todo dia alguém aparece dizendo que os empregos não vão acabar. Alguns vão, não tem jeito.

Você ouve: “é a maior revolução tecnológica desde sei lá o quê”. E aí vem a pergunta: “será que aguento surfar essa onda?” Já viram os anúncios de treinamento em IA para a população 50+?

A OpenAI fatura hoje 3,7 bilhões de dólares. Em cinco anos, quer faturar 180 bilhões. Quer atingir um valuation de 1 trilhão no ano que vem. O senhor Altman, toda vez que aparece na TV, está vendendo um carro novo para a gente. Eles precisam provar que esse negócio funciona e vai pagar os bilhões investidos.

Do Google fofo ao monstro incompreensível

Lembra quando o Google chegou? Era quase fofo. Conseguíamos entender como funcionava. Se eu precisar explicar para uma criança como funciona o Google, consigo. Ela vai entender.

Para explicar o “T” do GPT, preciso de um mapa de engenharia parecido com a planta para construir uma usina hidrelétrica. Tentei me aventurar por aí – estou ralando para chegar perto desse negócio.

Temos a impressão de que estamos entrando em uma era da tecnologia que não entendemos mais. E isso torna tudo especialmente apavorante.

Você se pega tendo conversas nonsense, como a que tive com minha irmã sobre comprar um aspirador de pó com IA. “Ele entende por onde circular”, disse ela. Respondi: “meu deus, precisamos de IA para substituir a vassoura?”

O império de 180 bilhões tem pressa

Eric Schmidt deu uma entrevista no TED há algumas semanas. Vale a pena ouvir. Ele fala literalmente que existe uma corrida entre Estados Unidos e China para alcançar um modelo de IA que, a partir daquele momento, não poderá mais ser superado. O país que chegar lá será imbatível e mudará a ordem mundial.

Mesmo sendo um pouco paranóico, ele presidiu o Google. Deve ter alguma razão para falar isso.

Mas lidamos com uma ferramenta que erra. Pagamos por uma ferramenta que erra e já nos adaptamos. Está escrito em qualquer ferramenta de IA que ela comete erros.

Um erro em uma peça jurídica pode causar impacto monumental. Numa análise clínica também. É como se eu te desse a chave do meu carro avisando: “de vez em quando, quando você virar para a esquerda, ele vai para a direita, mas você se acostuma.”

Quando três programas viraram dezessete mistérios

Lembram do kit básico do executivo? Word, Excel, PowerPoint. Dominava essas três ferramentas, estava pronto para qualquer entrevista. Quero ver alguém colocar no currículo agora que domina 17 sistemas de IA diferentes.

O Excel virou o novo programador de videocassete – aquela coisa que nunca aprendemos direito.

E a criatividade? Todo mundo vira artista com IA. Quando todo mundo é artista, a arte perde um pouco a graça. As coisas ficam todas diferentes e todas meio iguais, meio bizarras.

Brasil de buraco, Alemanha de gravata

Fiz um teste simples. Pedi para uma IA retratar uma rua nos Estados Unidos e outra no Brasil. Estados unidos: asfalto impecável. Brasil: é assim que nos enxergam.

Um alemão aparece quase engravatado. O brasileiro é visto de outra forma. Os vieses estão todos embutidos. Não estamos lidando com uma ferramenta propriamente inteligente.

A IA é uma ilusão numérica. Para treinar o ChatGPT, usaram 1TB de informação – equivalente a 3,6 bilhões de livros. Se uma pessoa fosse digerir essa informação sozinha, teria que ter começado a ler no tempo dos dinossauros. Levaria 70 milhões de anos.

E mesmo assim, ele chama carne de carboidrato às vezes.

Lee Sedol e a vitória de um contra todos

Em 2017, Lee Sedol, mestre sul-coreano, enfrentou o AlphaGo no jogo Go, considerado o mais complexo jogo de tabuleiro já criado.

Uma equipe do Google com 17 engenheiros altamente qualificados trabalhou três anos para criar o AlphaGo, baseando-se em todo conhecimento prévio e capacidade computacional gigantesca.

Resultado em cinco partidas: Lee Sedol ganhou uma.

A mídia anunciou como “derrota do homem pela IA”. Mas pense: você coloca toda a inteligência da humanidade, um exército de engenheiros, e em cinco partidas o sujeito ainda ganha uma. É o exemplo mais extraordinário da capacidade humana.

O mundo de conhecimento disponível não permitiu que a máquina derrotasse o homem em todas as partidas.

A descoberta no laboratório que mudou tudo

No nosso laboratório de IA, descobrimos algo interessante: era mais difícil identificar o problema do que encontrar a solução. A solução parece existir para tudo. Mas se você não acha o problema, nenhuma solução adianta.

Se preciso apenas acender uma lâmpada, não preciso contratar uma usina elétrica inteira. Qual é meu problema real e de que solução preciso?

Lembro sempre que controvérsias existem. Daron Acemoglu, Nobel de Economia que escreveu “Por que as nações fracassam”, tem posições interessantes sobre o avanço tecnológico e a capacidade da sociedade de assimilar e transformar isso em riqueza. Dá uma sensação de alívio – parece haver racionalidade no fato de que vamos gerar hype, mas teremos tempo para assimilar.

A receita da primeira bicicleta

Lembro também que histórias como a do HAL-9000 de “2001: Uma Odisseia no Espaço” estão na nossa cabeça há muito tempo. Nem todas as promessas se realizam. Não existe estudo que mostre que a inteligência artificial geral – aquela que efetivamente pensa e interage com o meio ambiente – está a caminho.

A IA que vemos hoje é um amontoado de experiências passadas.

Como encaro isso para viver em paz? Como nossa primeira bicicleta. Você tira as rodinhas, rala o joelho, pedala, assume o comando e se diverte.

Podemos pensar numa IA que trabalhe para nós, não o contrário. E principalmente: aposte numa IH – Inteligência Humana. Essa ainda é imbatível.

Pare de se torturar com cenários apocalípticos. Identifique seus problemas reais, teste as ferramentas disponíveis com parcimônia, mantenha o senso crítico sobre o que realmente precisa e assuma o controle. A onda existe, mas você pode surfá-la.

Palavras-chave: inteligência artificial, angústia tecnológica, futuro do trabalho, adaptação profissional, hype tecnológico

Este artigo foi baseado em palestra proferida para mais de 300 executivos jurídicos e financeiros no evento “20 anos da Análise – Celebrando o futuro do Direito”, realizado em São Paulo. Veja a palestra completa abaixo.


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adaptação profissional Angústia tecnológica Futuro do trabalho Hype tecnológico Inteligência artificial
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Gabriel Attuy
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Sócio e diretor de atendimento da Secco Attuy Marketing Jurídico. Jornalista pós-graduado em gestão estratégica de marcas com larga experiência no mercado jurídico.

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